DOM PEDRITO: UMA CIDADE QUE TEM A CARA E A ALMA DA SUA GENTE PESSOAS QUE CONSTROEM A CAPITAL DA PAZ

DOM PEDRITO: UMA CIDADE QUE TEM A CARA E A ALMA DA SUA GENTE PESSOAS QUE CONSTROEM A CAPITAL DA PAZ


Publicado em: 26/10/2021 15:36 | Fonte/Agência: Departamento de comunicação

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Dando continuidade a série de matérias que vão falar um pouco da história das pessoas que fazem Dom Pedrito, cada uma da sua forma. Estamos contando ao longo da semana, histórias que florecem na Campanha Gaúcha do Rio Grande do Sul e que compõem a identidade da nossa cidade.

Vamos colocar em evidência rostos, vidas, histórias, de pessoas que escolheram Dom Pedrito para construir uma família, desenvolver seu talento e desenhar seu caminho. As narrativas encantam, ensinam e surpreendem.

Conheça um pouco dos nossos personagens de hoje, uma grande equipe, composta por mais de 30 profissionais que trabalham na Secretaria de Saúde, no setor de Transporte de Pacientes, um trabalho diário e que requer muito comprometimento.

A história do setor de Transporte de Pacientes se confunde por vezes com a dos próprios usuários, uma vez que, pela proximidade e tantas horas de estrada se tornam amigos dos usuários e seus familiares.

FAZEM PARTE DA EQUIPE:

Coordenadora: Lilian Pardelinhas

Auxiliar administrativo: Andrio Vargas

Responsável pela manutenção de veículos: Paulo Ramos

Chefe de RH: Jannifher Peçanha Boch

Assistente Social: Neiva Reni Pereira

Técnicos em Enfermagem: Daniele Machado, Gilseli da Costa, Hethiane Mello dos Santos, Luana Santiago, Luis Caminha de Oliveira, Daniela Lima de Lima e Elbio Castro

Motoristas: Cristiano Bitercourtt, Erivelton Costa, Hermógenes Belém, Mauro da Rosa, Paulo Deloir Rodrigues, Simone Chelotti, Virginio Bitencourt, Aerton Melo, Angelo Silveira, Luis Candido Rodrigues, Antonio Guedes da Silva, Felipe Paz Motta, Marcos Acunha, Adema Motta Alves, Alex Sandro Sagaz de Lima, Angelo Massirer, Carlos Ezequiel Madeira, Eli da Silva Dias, Gustavo da Silva, Edemar Xavier, José Carlos Menna, Lusuarga Azambuja e Rafael Garcia

O trabalho do transporte é realizado dentro da cidade e para cidades como Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, Sant’Ana do Livramento, Bagé, Santa Maria e Lajeado, percorrendo uma média de 7.700km/dia. Nas ambulâncias 1.750km e 5.950km nos demais veículos (automóveis, van executiva, minivan e micro-ônibus), que totalizam 20 unidades.

Dentro da cidade são realizados os transportes em ambulância e em veículos leves, os de apoio as equipes de Estratégia de Saúde de Família (medicamentos, vacinas e pacientes para curativos), transporte do profissional para o trabalho de Fiosioterapia a Domicílio e das equipes. Por último, criado com a pandemia da Covid-19, o serviço de transporte de escala no apoio a Vigilância Epidemiológica, que leva pacientes para realização dos exames necessários, equipe para coletas, envio das coletas para os laboratórios, entre outros.

As situações são variadas, cada paciente tem uma necessidade, por isso, alguns são pegos em casa e outros se deslocam até a Secretaria. As viagens mais longas, exige muitas vezes paradas extras durante o percurso para que o paciente se recupere, se sinta melhor. A equipe é muito sensível a essas situações, muitos pacientes realizam tratamentos agressivos e durante a viagem é normal que se sintam mais debilitados, por isso essas situações são de rotina.

Nas ambulâncias sempre acontece o acompanhamento do técnico em Enfermagem, tentando sempre acolher o paciente e oferecer a ele um deslocamento mais humanizado.

A administração nos últimos quatro anos fez investimento superior a R$ 1,6 milhão na compra de novos veículos, além disso, a frota está sempre em contante manutenção.

O retorno desse trabalho se dá em forma de carinho por parte dos pacientes e familiares.

CONFIRA ALGUNS RELATOS:

GREGÓRIO SANCHES, irmão de Luiz Carlos Sanches, paciente renal há mais de 30 anos, diz que o serviço na área do transporte de pacientes é muito bom, com ótima equipe de trabalho e veículos que oferecem conforto e segurança.

“Desde que meu irmão teve uma parada renal, precisa do serviço de diálise três vezes por semana em Sant’Ana do Livramento. No começo era muito difícil, íamos de ônibus e morávamos longe da rodoviária e contávamos com a ajuda de amigos e vizinhos para esse deslocamento”, relata.

“Hoje, a situação é outra, tenho na equipe de motoristas, verdadeiros amigos. Quando meu irmão esteve hospitalizado por 50 dias, todos esses dias um deles ligava perguntando como o Luiz estava, se estávamos precisando de algo. Em todos esses anos nunca passamos por nenhum problema mecânico na estrada ou de risco em função da direção”, destaca ele.

A luta de Gregório é para que seu irmão tenha a melhor qualidade de vida possível dentro do seu quadro de saúde. “Vejo na gestão atual e na equipe de trabalho, um cuidado especial com as pessoas, desde o primeiro contato até a chegada em casa. A renovação da frota também é muito importante, o que demonstra o cuidado com os pacientes que muitas vezes, saem debilitados e necessitam de um veículo com condições de dar mais conforto e, principalmente segurança aos que precisam estar na estrada seguidamente”, comemorou ele.

IZOLDA RIBEIRO DA SILVA, esposa de César Dauvel

Precisamos falar do #pacienteoncológico/#saúde/#municipio: sobre a organização do pessoal que marca as caronas para os pacientes oncológicos, eles são nota mil.

O paciente oncológico é buscado em casa devido ao seu estado debilitado em função do tratamento. Quando esperamos o motorista o primeiro semblante que vemos é uma pessoa (todos os motoristas) extremamente educada e gentil, aquela pessoa que tem empatia com a patologia e a com dor do paciente, que compreende o desconforto de uma viagem de mais de 500 quilômetros diários.

Ao passar dos dias o paciente vai ficando debilitado devido ao tratamento, mas eles tornam a viagem mais leve com seu bom humor, preocupação e cuidado. Um dia desses um dos motoristas estava preocupado com uma senhora idosa se ela estava com frio e então ofereceu a jaqueta dele. Meu esposo, que tem câncer colorretal ao entrar no carro da saúde já avisa que pode ter que parar no caminho devido a dor e enjôos, e eles com aquele semblante acolhedor respondem: sem problemas seu César. É só avisar.

E quando estão no seu horário de parada e a gente liga, vem aquela pergunta: vocês precisam de algo? Querem que levem algo? Enfim, pessoal da saúde do nosso município, vocês não são só motoristas, vocês trabalham com empatia e amor.

CAMILA GONÇALVES BRINHOL, mãe de três crianças. Começou a utilizar os serviços do setor de Transporte de Pacientes, logo depois do filho mais novo Arthur nascer, hoje com seis anos. "Ele faz tratamento até hoje em Porto Alegre e Bagé. Posso dizer que o atendimento da saúde como um todos é excepcional, somos tratados com muita empatia e os motoristas são pessoas educadas e nos tratam com respeito. Alguns deles, tem muito carisma com as crianças e isso faz a viagem mais agradável e tranquila", relata Camila.

"Imaginem a situação: meu filho é autista, muitas vezes tem dificuldade de relacionamento. Alguns motoristas percebem isso e contornam essa dificuldade, deixando o deslocamento mais leve. Para uma mãe essas atitudes não tem preço", enfatiza.

Conforme ela relata, no último domingo à noite eles foram a Porto Alegre com o motorista Ângelo. Em razão dos exames que o Arthur faria na segunda-feira pela manhã, ele não poderia dormir depois das 3h, então o motorista foi todo o percurso conversando, nos distraindo e o Arthur não dormiu. No retorno ele veio dormindo todo o tempo, fizemos uma viagem maravilhosa. "Eu só tenho gratidão pela equipe da Secretaria de Saúde de Dom Pedrito", finaliza ela.

Nosso muito obrigada pelos depoimentos dos usuários e pelo trabalho desenvolvido por vocês que fazer parte desse grande grupo.

Dom Pedrito é feito de muito trabalho, de gente acolhedora e de bom coração!